Quinta-feira, Junho 26, 2008
Em 2008 se comemora 100 anos da imigração japonesa. Em 18 de junho de 1908, aportara em Santos o navio Kasato Maru, trazendo 165 famílias japonesas, atraídas por um promissor mercado de trabalho nas fazendas de café (e trazendo a maravilhosa culinária oriental, apenas um comentário).
Mas parece que foram eles os “descobridores”do Brasil, tamanho destaque dado a este fato na mídia ultimamente. Onde quer que se vá, só se fala nisso. Há falta de assunto para se falar sobre? Ou para que falar de algo mais difícil se tem esses mais fáceis? O comodismo tende a predominar.
Antes que venham a pensar, eu não odeio o Japão (apenas escolhi esse assunto como exemplo). Eu adoro o Japão. Entretando, não suporto mais essa monotonia noticiária. É como se o meio que não se pronunciar sobre a imigração japonesa estivesse atrasado, “por fora”, ultrapassado (podemos até montar a São Paulo News Fashion Week).
A mídia não trabalha de forma independente, ela apenas segue as “tendências” do momento. Seus trabalhos não são autorais, apenas cópias de algo que funcionou quando alguém tentou por acaso. Percebe-se tudo isso nas ondas das “notícias do momento!”, quando todas as capas de jornais as estampam ou todos os canais de TV as exibem.
O que está acontecendo? Tudo parece tão igual. As pessoas, as coisas, os fatos. A mídia pensa saber o que as pessoas querem (e devem) ver. E as pessoas parecem confirmar isso. Temo a sociedade entrar num ciclo degradativo em que a espécie retroceda para tempos quando ainda éramos macacos. Com essa preguiça de pensar, não demorará muito.
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Escrito por Dedo Enjuss
Sexta-Feira, Junho 20, 2008
Muito se fala sobre exercícios físicos. Realmente, um corpo parado só acumula problemas. Aliás, se fosse para ficarmos imóveis, teríamos nascido pedras. Entretanto, dar conselhos é passível a todos e, inclusive, todo mundo dá. Mas quem atualmente consegue fazer exercícios? Cai-se sempre na encruzilhada: ou falta tempo ou falta dinheiro. No meu caso, falta ânimo.
Freqüentar uma academia não faz muito minha cabeça. É um ambiente em que me sinto deslocado, me incomoda. Literalmente, não me encaixo nesse estilo. Completando, malhar não é algo bom, afinal, não é à toa que se malha o Judas.
Outro ponto: quando alguém se exercita, acelera o coração e aumenta o consumo de oxigênio. E o ar nas grandes metrópoles não é uma coisa muito respirável (imagine consumir mais que o normal). Portanto, quando for fazer aquela corridinha pelo quarteirão, junto ao seu tocador de MP3, deve-se levar sempre sua com máscara de gás.
Se mexer é preciso. Respirar também. E encontrar uma atividade física que te faça bem é o ideal. Talvez nadar. Ou nada. Todavia o meu conselho (sim, também posso) é: não fique aí parado, corra para o campo se exercitar!
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Escrito por Dedo Enjuss
Terça-feira, Junho 10, 2008

A MTV, sempre na vanguarda da televisão, hospeda em sua grade um programa interativo chamado MTV de bolso. Nele, enquanto os videoclipes passam, o telespectador interage por meio de mensagens curtas de texto (SMS – short message system) ou, como mais popularmente difundidas, torpedos.
O público pode saber se o seu “rolo” vai dar certo, enviando os nomes do casal por SMS, que a MTV, numerologicamente (como afirma no sítio), vai “calcular” as possibilidades de final feliz. Ou então, se estiver em dúvida de como será o beijo do seu interessado, enviando o nome dele ou dela para a MTV, terá a resposta imediata, para não sofrer nenhuma decepção.
Os resultados aparecem na tela da TV, sobre os clipes. Aliás, é por exatamente isto que venho a escrever aqui. Essas mensagens, de cunho duvidoso, ocupam metade da tela. O clipe, que seria o produto principal, é jogado para segundo plano, ficando praticamente inassistível, devido tamanha interferência.
Há muito a MTV deixou a música em outros planos distantes, entretanto o que mais espanta é alguém utilizar essa “assessoria amorosa”, ainda mais no horário em que é transmitido, de madrugada e de manhã. Será a falta de uma ocupação concreta ou o total desprovimento de cérebro mesmo?
Espero eu não ser nada desse tipo a interatividade prometida com a chegada da (fantástica, fabulosa e desconhecida) TV digital. Mas isso é coisa para ver quem viver, porque até agora, é só história.
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Escrito por Dedo Enjuss